segunda-feira, 30 de junho de 2008

Vida musical de Maria Teresa Madeira

(FONTE: Maria Teresa Madeira - Site Oficial)

Desde o início, a intensa e multifacetada carreira musical de Maria Teresa Madeira encontra-se marcada por experiências importantes, seja no campo artístico, seja no campo acadêmico.
Entre sua formação como Bacharel em Piano pela Escola de Música da UFRJ e seu título de Mestre em Música pela Universidade de Iowa, nos EUA, teve a oportunidade de estudar com Anna Carolina Pereira da Silva, Heitor Alimonda, Miguel Proença, Arthur Rowe e Daniel Shapiro, além de Miriam Dauelsberg, Jacques Klein, Sergei Dorensky, Dayse de Luca e Carmen Prazzini, mestres com quem se aperfeiçoou em interpretação.
Como solista já esteve à frente de orquestras como a Sinfônica Brasileira, Petrobras Pró Música, Sinfônica Nacional da UFF, Sinfônica da Escola de Música da UFRJ, Orquestra Sinfônica da Universidade Federal de Mato Grosso de Câmara do Conservatório Brasileiro de Música, Cedar Rapids Symphony, University of Iowa Chamber Orchestra, Banda Sinfonica da Cidade de Córdoba (Argentina), Banda Sinfonica da Faculdade de Musica do Espírito Santo (Fames) sob a regência de nomes como Isaac Karabtchevsky, Aylton Escobar, David Machado, Roberto Duarte, Ligia Amadio, Florentino Dias,Armando Prazeres, Ricardo Rocha, Fabrício Carvalho, Christin Tyinmeyer, Andrée Dagenais, Roberto Farias e Gilson Silva.
De sua temporada de três anos nos EUA, guarda o privilégio de haver sido selecionada pelo "Performing Arts Council" para se apresentar em diversas cidades americanas divulgando aquela que é uma de suas especialidades e, ao mesmo tempo, uma grande paixão: a música brasileira.
Retornou aos EUA em 1999 e 2001 para concertos, masterclasses, gravações e workshops e, ainda no âmbito internacional, apresentou-se em duo com o clarinetista Paulo Sérgio Santos, em Bogotá (Colombia), no ano de 97. Tem se apresentado com freqüência no exterior incluindo EUA, França, Finlândia e Colômbia, priorizando a divulgação da música brasileira.
Como camerista, uma atividade que também lhe é muito cara, tem se apresentado ao lado de alguns dos mais importantes artistas do país como Noël Devos, Paulo Sérgio Santos, Alceu Reis, Aloysio Fagerlande, Radegundis Feitosa, Carol McDavit, Rildo Hora e Quinteto Villa-Lobos, além de outros consagrados instrumentistas internacionais como Alain Marion, Alain Damiens, Leopold La Fosse, Julie Koidin, Leon Biriotti, Gottfried Engells, Paula Robinson, Nicolas Krassik, Tibô Delor, Léo Gandelman, Paulo Mendonça dentre outros.
Já participou de nove das Bienais de Música Brasileira Contemporânea, realizando várias estréias mundiais e locais de obras, algumas delas a ela dedicadas. Compositores como Ronaldo Miranda, Tim Rescala, Glicia Campos, Harry Crowll, Gilberto Gagliardi e Leandro Braga já lhe dedicaram obras.
Todo esse histórico artístico, aliado ao seu prestígio junto ao público e ao meio musical, fizeram com que fosse convidada a gravar mais de dez programas exclusivos para a Rádio MEC ("Música e Músicos" e "Sala de Concerto", entre outros), Rádio Nacional e WFMT, a mais importante rádio clássica de Chicago, EUA.
Na área acadêmica, tem compartilhado suas experiências em cursos, workshops e Festivais de Música por todo o Brasil como o Festival de Inverno da Universidade Federal de Minas Gerais, Funrei (São João Del Rey), Festival de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Femúsica (Festival de Inverno de Campos dos Goytacazes), Festival de Música de Câmera de Curitiba e Curso Internacional de Verão de Brasília. Além disso, mantém atividade regular como professora do curso de graduação do Conservatório Brasileiro de Música.
A permanente curiosidade pelo novo e o talento para a pluralidade levaram-na, ainda, ao mundo da dramaturgia.
Foi diretora musical e pianista de diversas peças teatrais como: "Forrobodó" (Prêmio Mambembe de Melhor Peça 1995), "A História da Baratinha" (Prêmio Coca Cola), "Festa no Céu" (direção de Karen Acioly), "Iluminando a História" (indicação de Prêmio Coca Cola 1999 de Melhor Direção Musical) e "O Garoto Noel" (finalista Prêmio Coca-Cola de Teatro 1999). Como pianista participou de: "Theatro Muzical Brasileiro" (direção de Luiz Antonio Martinez Correa), "Viva o Zé Pereira" (direção de Karen Acioly), "Satie, Memórias de um Amnésico" (direção de Stella Miranda), "Os Ignorantes" (com Pedro Cardoso) e "A Orquestra dos Sonhos" (de Tim Rescala).
Além do teatro, participou da minissérie para TV, "Chiquinha Gonzaga", onde, a convite de seu Diretor Musical, Marcus Viana, gravou todos os pianos da trilha sonora, tendo atuado, também, em dezenove dos clipes que eram apresentados ao final de cada capítulo, acompanhando Beth Carvalho, Lenine, Paulinho Moska, Joanna, Zé Ramalho, Leila Pinheiro, Alcione e muitos outros. Além disso, foi a responsável pelas dublagens de mãos da protagonista, Regina Duarte.
Completando seu diversificado leque de atividades, esteve à frente Divisão Artística da Sala Cecília Meireles de 1995 a 1998; ganhou, em 2000, Bolsa RioArte para o desenvolvimento do projeto "Carolina Cardoso de Menezes, a Pianeira" (que se propõe a reunir o acervo da compositora e pianista, além da gravação, em CD, de sua obra); e, em abril de 2002, apresentou trabalho sobre a relação de José Vieira Brandão com a obra de Villa-Lobos durante a I Conferência Internacional Villa-Lobos, em Paris (França).
Maria Teresa Madeira é, ainda, patrona do Concurso Nacional de Piano que leva seu nome, inicialmente realizado em Campos, em 2004 será realizado na cidade do Rio de Janeiro, dedicado a revelar talentos de todas as faixas etárias, não só do piano solo, como também aqueles que, como ela, dedicam parte de seu talento à música de câmara.
Foi uma das agraciadas da Bolsa RioArte 2000, patrocinada pela Prefeitura do Rio de Janeiro, para pesquisar sobre a vida e a obra da pianista e compositora carioca Carolina Cardoso de Menezes.
Foi uma das indicadas ao Prêmio Carlos Gomes de Melhor Pianista de 2002.
Lançou em 2003 os cd's "Ernesto Nazareth" vol. 1 e 2, em piano solo. O vol. 2 foi um dos indicados ao prêmio GRAMMY LATINO de 2003 de melhor cd de música erudita.
O cd "Radamés Gnatalli -100 anos" que gravou com o Novo Quinteto (formado tb por Oscar Bolão, Henrique Cazes, Marcos Nomrichter e Omar Cavalheiro), foi um dos três finalistas ao Premio Rival Petrobrás de 2008.
O cd "Radamés e o sax" que gravou com Léo Gandelman e o Novo Quinteto, foi agracidao com o Premio Tim (2007) como melhor disco de música instrumental.
Já realizou recitais e concertos nos EUA, Colombia, França, Argentina, Finlandia e Alemanha, sempre priorizando a divulgação da música brasileira.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Meus comentários sobre o CD Novo Quinteto.

Meus comentários sobre o CD Novo Quinteto.

Gosto muito de receber idéias, e meu amigo e grande fã de MTM, me deu essa sugestão!
Vou fazer comentários sobre cada faixa do CD "Novo Quinteto - Radamés Gnattali 100 anos"
Não sou muito boa nisso, mas vou tentar...
Deixe um comentário seu dizendo o que achou!


Esse CD é de uma qualidade inexplicável! Viajo quando ouço. Radamés realmente fez uns arranjos maravilhosos. Ele consegue encaixar os instrumentos muito bem!
Todas essas músicas sem letras, conseguem falar muita coisa.


01. Alvorada
Qual sentido será que Jacob colocou no nome dessa música??
Será a alvorada de amanhecer? Vi no dicionário que alvorada não é só isso!
Quem sabe ele não quis dizer outra coisa...
Mas me parece ser isso mesmo...
A meu ver, o acordeon faz um som como se representasse o nascer do sol, a claridade.
O piano no início da música parece um despertador, rs
Imaginem só o Jacob do Bandolim acordando... ele parece acordar nesse ritmo!
Adoro essa música!!

02. Remexendo
Essa música nem preciso dizer muita coisa... é só ouvir!!
Quando vc ouve, dá uma vontadezinha de remexer!
É por isso que Teresa quando toca esse tipo de ritmo, dá uma dançadinha de leve! rsrs
Já repararam isso???

03. Amargura
Essa música me faz lembrar meus avós. Eles adoravam dançar juntinhos uma música assim.
Ela parece um pouco com aquela música do Cartola “bate outra vez com esperanças o meu coração...”. Muito bonita essa música! Nos toca o coração.

04. Bate Papo
Realmente ótima para um bate papo num barzinho, sexta ou sábado à noitinha...
Estilo bossa, nos faz sentir bem! Como se o barzinho fosse à beira da praia.
Arranjo muito bom!

05. Biruta
Quando ouvi essa música a primeira vez, cheguei a pensar que fosse do Pixinguinha.
Será que mais alguém pensou assim?
Engraçadinha ela!!
Gosto muito de Jacob.

06. Bate Papo a Três vozes
O começo dela faz parecer que vai ser um ritmo totalmente diferente do que é mesmo.
O interessante é que a bateria vai mudando o ritmo.
Eu particularmente adoro músicas em que os instrumentos “conversam”. Já ouvi várias assim!

07. Caminho da Saudade
Ela passa uma tristeza... Sinceramente, é a única faixa do cd que eu não ouço muito, por isso não tenho muito o que comentar. Se quiserem me ajudar, ficarei grata!

08. Meu Amigo Tom Jobim
Muito variada! Dá pra imaginar muitas coisas ouvindo ela.
No caso eu, ouço como se Radamés tivesse me contando os melhores momentos que passou com Tom.
Vou dar um exemplo...
“Sabe, meus melhores momentos são com meu amigo Tom! Sempre que podemos andamos juntos a cavalo, damos uma parada num barzinho para compor, olhar as mulheres bonitas que passam... estamos sempre assim, juntos....”
É uma música que nos transmite muita coisa boa!

09. Pixinguinha 1º Movimento Da Suíte Retratos
Essa é linda. Tem uma melodia delicada, com desenhos bonitos, parece uma poesia.

10. Urubatã
Me lembra um pouco Nazareth. Na verdade, bastante.
Talvez se for tocada só no piano, lembrará ainda mais.
O que acham?

11. Sofres Porque Queres
Uma das mais conhecidas de Pixinguinha!
Acho linda e muito bem arranjada.
Não sei mais o que comentar dela... =)

12. Variações Sobre O Samba Do Urubu
Radamés quis fazer uma variação deixando sua marca. Se vc conhece a Sonatina em ré maior, vai saber o que estou falando, se não conhece procure ouvir, pois eh muito boa. Ouve-se com clareza pequenos trechos dessa sonatina perfeitamente encaixadas na variação.
Não me canso de ouvi-la.


Texto: Rachel Castro

quinta-feira, 5 de junho de 2008

CD Novo Quinteto

Estou com o cd do Novo Quiteto!! Nossa, é muito massa!! Nem sei como explicar o quanto é bom!!
Teresa estava em Vitória fazendo concerto e depois de 2 semanas sem vê-la, finalmente nos encontramos!! Foram tantos abraços que até minha mãe perguntou se a gente não cansava de se abraçar!!!!!! rsrs
Beijos a todos



Falando um pouco sobre o Novo Quinteto...

Formado por Maria Teresa Madeira (piano), Marcos Nimrichter (acordeom), Oscar Bolão (bateria), Omar Cavalheiro (contrabaixo) e Henrique Cazes (guitarra), músicos que se dedicam à pesquisa da linguagem de Radamés Gnattali. O grupo se constituiu para resgatar o trabalho do Quinteto de Radamés Gnattali, integrado pelo maestro ao piano e pelos músicos Chiquinho do Acordeon, Zé Menezes (guitarra e outras cordas), Pedro Vidal (contrabaixo) e Luciano Perrone (bateria). O Quinteto Radamés Gnattali atuou na década de 1950 na Rádio Nacional, tendo gravado discos instrumentais e participado de discos de outros artistas. Em 1985, Radamés Gnattali remontou o quinteto para apresentações no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.Em 1993, Chiquinho do Acordeon, que exercia a função de arquivista do quinteto, pediu que o material do grupo (arranjos e cópias) fosse para as mãos de Henrique Cazes, para que a idéia do grupo original se mantivesse viva. No repertório do Novo Quinteto, figuram os arranjos originais de Radamés Gnattali, com destaque para uma versão inédita da suíte "Retratos" (considerada uma das obras-primas do maestro), além de outras composições de Radamés, como "Meu amigo Tom Jobim", "Amargura" (c/ Alberto Ribeiro), "Bate papo a três vozes", "Remexendo" e "Variações sobre o samba do urubu", e obras de outros compositores como "Biruta" (Jacob do Bandolim), "Sofres porque queres (Pixinguinha) e "Alvorada" (Jacob do Bandolim).

(Fonte: http://www.dicionariompb.com.br/)